[Review] Pasta térmica Thermal Grizzly Kryonaut e Kryonaut Extreme – Custo alto, mas e o desempenho? – The Overclock Page


Nesse artigo irei testar as pastas térmica Thermal Grizzly Kryonaut e Kryonaut Extreme, que se tratam dos produtos topo de linha do referido fabricante, inclusive, com ambas sendo recomendadas para uso em overclock extremo. A Kryonaut é oferecida em quantidades que variam de 1g até 37g e a Kryonaut Extreme dos 2g até os 33.34g… Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

Nesse artigo irei testar as pastas térmica Thermal Grizzly Kryonaut e Kryonaut Extreme, que se tratam dos produtos topo de linha do referido fabricante, inclusive, com ambas sendo recomendadas para uso em overclock extremo. A Kryonaut é oferecida em quantidades que variam de 1g até 37g e a Kryonaut Extreme dos 2g até os 33.34g.

Ambos modelos da Kryonaut vem na tradicional embalagem “Zip Lock” utilizada pelos produtos da Thermal Grizzly, onde na parte da frente, temos destaque ao nome do produto, marca e descrição, com destaque a “janela” exclusiva da variante “Extreme”, enquanto na traseira, consta uma lista com suas características escritas em dez idiomas distintos.

Dos acessórios, para o tubo de 1g da Kryonaut, acompanham o produto um manual de instruções e uma espátula para aplicação, já para a Kryonaut Extreme de 2g, o manual, um cartão com um código de autenticidade que pode ser checado no site do fabricante e ponteiras para aplicação da pasta.

É necessário destacar que a função da interface térmica é ocupar as micro-ranhuras da base do dissipador/IHS com algo que tenha maior condutividade térmica que o ar, melhorando a troca de calor entre essas superfícies e de quebra, baixando a temperatura da CPU/GPU.

Segundo a Thermal Grizzly, a Kryonaut possui condutividade térmica de 12,5 W/mk e a Kryonaut Extreme de 14,2 W/mk, com temperaturas de trabalho que vão dos -250 °C até os +350 °C, onde ambas as opções são adequadas para uso em overclock extremo, algo que não é para qualquer pasta térmica, afinal, com as CPUs e GPUs modernas apresentando densidade térmica e dissipação de calor cada vez mais elevadas, torna-se necessário desenvolver novos compostos capazes de suportar a esse estresse térmico sem trincar quando submetidas a temperaturas muito baixas, tipo, -190 °C.

Apesar disso, é relevante lembrar que ser boa para uso extremo ou possuir condutividade térmica elevada não são garantias de desempenho e durabilidade exemplar em uma situação de uso diário, afinal, são condições de uso muito distintas.

Quanto ao uso do produto, é ridiculamente simples, bastando aplicar a pasta sobre o IHS do processador seguindo as instruções do manual que acompanha o produto. É importante destacar que nenhuma das duas Kryonaut são condutivas.

Caso alguém se interesse, aqui estão os links (Kryonaut, Kryonaut Extreme) para a página dos produtos no site do fabricante, então, vamos à configuração utilizada e aos resultados obtidos!

Configuração utilizada:

CPU:AMD Ryzen 7 2700X (obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-Plus Gaming (Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2×8 GB Crucial Ballistix 3200CL16

GPU: ASRock Radeon RX 5700 XT 8 GB

PSU: Seasonic SS-750AM

COOLER: XPG Levante 240 mm (Obrigado XPG!), Thermal Grizzly Carbonaut, IC Graphite, GD900-1, Deepcool Z3, Cooler Master Mastergel Maker, Thermal Grizzly Kryonaut, Thermal Grizzly Kryonaut Extreme.

SSD: Sandisk 120 GB

Software: Windows 10 x64, Blender 3.1.2, HWiNFO 7.26.

Objetivo dos testes:

Verificar se as Thermal Grizzly Kryonaut e Kryonaut Extreme conseguem entregar bom desempenho, comparando-as com outras alternativas de interface térmica que já foram testadas por aqui. Mais detalhes acerca da metodologia e de como foram conduzidos os testes estão contidos nos textos a seguir.

Resultados:

Para esses testes, foi utilizado o Ryzen 7 2700X @ 4.1GHz 1.3375V LLC 3 e VDDSOC 1.025V com memória configurada em 3200MHz XMP, onde foi utilizado o Blender renderizando o demo “Classroom” por 30 minutos para obtenção dos resultados.

Foram testadas uma passada logo após a aplicação/montagem do cooler e outra no outro dia, após mais alguns ciclos “esquenta-esfria”, intercalando um período de 40 minutos em “idle” e 40 minutos de estresse no AIDA. A ideia disso é verificar se a pasta térmica em questão possui algum tempo de cura, ou seja, se existe diferença de desempenho entre o produto recém-aplicado e após ciclos térmicos.

O gráfico abaixo se refere ao delta T (ΔT), que se trata da diferença entre a temperatura do CPU (no caso) e a ambiente, retirando assim esse ultimo fator da jogada.

No final das contas, as duas Kryonaut acabaram ficando na ponta do comparativo no desempenho logo após a aplicação, com a Kryonaut superando a sua irmã Extreme por uma margem bem estreita, o qual está bem próximo de ser um empate.

Já após a “cura”, ambas as pastas acabaram perdendo desempenho, apresentando uma diferença de cerca de 2 °C em relação ao teste realizado com o produto recém-aplicado, o que não é exatamente um bom sinal, afinal, pode-se questionar se as perdas vão parar por aí ou se vão se acentuar ainda mais com o tempo, algo que segundo relatos internet afora, pode acabar acontecendo.

Conclusão:

Ambas versões da Thermal Grizzly Kryonaut acabaram ficando na ponta do comparativo quando testadas logo após a aplicação, com a Kryonaut ficando um pouquinho a frente da sua irmã “extrema”, superando a Cooler Master Mastergel Maker por quase 2 °C nesse cenário, contudo, após alguns ciclos térmicos, também conhecido como “tempo de cura”, ambas as Kryonaut acabaram perdendo desempenho, com um aumento de cerca de 2 °C no delta de temperatura, o que talvez não pinte um cenário lá muito otimista para uso “civil” no longo prazo.

Agora, se o intuito for uso em overclock extremo, apesar de não ter abordado especificamente nesse artigo, as experiências passadas com as Kryonaut foram de fato excelentes, sem nunca ter tido problemas com trinca ou da pasta térmica limitando a frequência máxima da CPU com LN2.

Sobre o custo de aquisição, a Kryonaut pode ser encontrada por cerca de R$70 para o tubo de 1g e a Kryonaut Extreme por aproximadamente R$150 por 2g, o que sem dúvida alguma trata-se de valores bastante puxados e que são justificáveis apenas para uso em overclock extremo, onde nesse caso, as coisas tendem a ficar ainda mais caras, afinal, aí será necessário adquirir uma quantidade maior da pasta térmica do que apenas 1g ou 2g.

Agradecimentos a Thermal Grizzly por ter enviado essas amostra para teste!

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