Review – SSD Kingston NV2 1TB – O SSD que ficou ainda melhor e mais eficiente! – The Overclock Page


Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante norte-americana Kingston, do segmento intermediário, modelo NV2, o qual a Kingston nos enviou a unidade de 1TB. Relembrando que anteriormente, testamos a unidade de 500GB, onde ele surpreendeu pelo seu ótimo custo benefício.

Ele vem no formato M.2 com barramento de 64Gbps, ou seja, 4 linhas PCIe 4.0, protocolo NVMe 1.4 e capacidades que variam desde 250GB até 2TB. Seu preço geralmente se encontra próximo dos R$479,99, na unidade de 1TB, já a unidade de 2TB custa R$999,99.

Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 1TB):

Software SSD

A Kingston também oferece através de uma página de download em seu website, um programa chamado “Kingston SSD Manager”, que oferece diversas opções para gerenciamento e controle de seus produtos, como veremos a seguir.

Dentre estas funções, vemos a habilidade de atualizar o firmware do SSD caso seja necessário, verificar a integridade do SSD em si, além de permitir a leitura do smart.

Unboxing

O SSD vem em uma embalagem não reaproveitável, ou seja, caso precise acionar o RMA talvez seja necessário providenciar outro pacote, ele não acompanha nada além do SSD, chegando a ser um ponto legal se formos analisar, pois não agride tão severamente o meio ambiente.

Veremos a seguir que este SSD se trata de um design Single sided em todas as capacidades, desde as unidades de menor densidade como a de 250GB, até a de 2TB, o que é um ponto positivo, pois dessa forma, é necessário arrefecer o calor de apenas um lado do PCB.

Vemos também que ele possui 5 CIs principais, 4 NAND Flashs e o seu controlador, sem a presença de DRAM Cache.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, isso faz com que o SSD tenha um bom desempenho.

Este SSD uma um controlador intermediário da Silicon Motion: o SM2267XT, modelo ISA ARM 32-bit de 2 núcleos Cortex® R5 (Dual-core) com processo de fabricação da TSMC de 28nm sendo basicamente um SM2263XT com Interface PCIe 4.0, onde este controlador oferece 4 canais de comunicação NV-DDR4 de até 1200 MT/s, suficiente para os dies utilizados que veremos mais em breve.

Por se tratar de um controlador DRAM-Less, ele oferece suporte à tecnologia H.M.B. (Host Memory Buffer) que veremos logo adiante. Oferece suporte a até 4 comandos chip enable para realizar interleaving com até 16 dies para oferecer o melhor desempenho, no qual veremos nesta unidade.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Como havíamos mencionado, por se tratar de um controlador com nomenclatura “XT“, ele não oferece suporte a DRAM Cache, portanto, para realizar o armazenamento da tabela de metadados, ele aloca 64 MiB da memória RAM do sistema para agilizar o acesso a esta tabela.

NAND Flash
Com relação a seus circuitos integrados de armazenamento, o SSD de 500GB possui 4 chips Nand flash marcado como “FB25608UCT1-AF”, que foram remarcados pela Kingston. Tratam-se de Nands da fabricante japonesa Kioxia, mais conhecida como Toshiba Memory,  modelos BiCS5 sendo neste caso dies de 512Gb (64GiB) contendo 112-Layers de dados e um total de 128 gates, gerando uma array efficiency de 87,5%.

Conforme a publicação da Kioxia na ISSCC 2019, esse dies oferecem um desempenho de até 132 MB/s utilizando 4-planes junto de uma arquitetura CuA (Circuito sobre a Array), porém, como poderemos ver a seguir, havia sido demonstrado dies do tipo TLC de 512Gb (64GB), onde os utilizados na unidade de 1TB são bem diferentes em comparação aos demonstrados na ISSCC de 2019.

Isso ocorre devido ao fato da Kioxia estar fabricando apenas dies com 2 planes ativos por cada die, o que diminuiu o throughput máximo para metade, cerca de 66 MB/s por cada die e não possui a tecnologia de CuA, pois com essas mudanças, a Kioxia pode atingir uma melhor eficiência de aproveitamento por Wafer e de produção, afinal, dies com 4 planes, embora sejam mais rápidos tem custo maior e por cada wafer, conseguiam extrair uma menor quantidade de dies. Devido a estes fatores, na esmagadora maioria de SSDs com dies Kioxia BiCS5, veremos dies com apenas 2 planes ativos, como no line-up NV2.

Mas, felizmente, os dies estão operando em sua frequência máxima de 1066 MT/s para extrair o maior desempenho tendo em vista que o controlador não as limitaria neste quesito.

PMIC (Power Delivery)

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 W, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um chip responsável por prover alimentação para demais componentes. 

Neste SSD, como podemos observar, não temos 1 circuito responsável por alimentar todo o SSD, e sim inúmeros C.I.s que aparentam ser load switches utilizados para alimentar as principais rails do SSD.

SSD Power States

Como sempre mencionamos em análises sobre consumo de energia, neste trecho veremos mais sobre os estados de alimentação deste SSD.

Tradicionalmente, vemos que o fabricante possui 5 power states em seu SSD, nesta unidade de 1TB, constatamos que possui 3 power states de baixa latência de entrada e saída, o que é uma boa notícia, pois ele é mais responsivo em cenários de “burst operation“, no entanto, em seus power states em idle, constatamos também que possui um consumo mais elevado ultrapassando mais de 1 W, o que embora não seja nada extremamente elevado, é um padrão incomum para um SSD desta categoria de desempenho.

Mas novamente, isto pode se levar ao fato do fabricante estar opcionalmente configurando o SSD desta maneira para ser mais responsivo. No decorrer da análise veremos mais sobre seu consumo elétrico e sua eficiência energética.

Podemos notar também que ao invés de manterem um padrão de 70ºC para ponto de thermal throttling, eles decidiram aumentar para cerca de 83ºC à 90ºC para que o controlador entre neste tipo de atividade, mas como veremos logo em seguida, ele sequer ficou próximo desse limite.

Uma curiosidade é que este SSD possui os mesmos power states da unidade de 500GB que testamos anteriormente.

CURIOSIDADES SOBRE O SSD KINGSTON NV2

Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.

A própria Kingston já informa em suas plataforma de comunicação que os componentes podem sofrer variação, o que acaba sendo um ponto positivo pela transparência da empresa, mas infelizmente, não há como identificar estas trocas na maioria dos casos, apenas com o SSD em mãos.

A alguns meses atrás o TechPowerUp havia feito uma análise do NV2 de 1TB cujo compraram, sendo que a Kingston não havia mandado para eles, e nessa análise, próximo da época de lançamento do SSD, observaram que o SSD acompanhavam o controlador Phison E21T junto de Dies Kioxia BiCS5 de 512Gb.

Porém, já é possível encontrar outras variantes deste mesmo SSD, como nosso exemplar que veio com outro controlador, porém, os dies foram mantidos. Outro exemplo mais recente, foi que algumas unidades de 2TB do NV2 estava vindo com Dies Intel N38A, que são Dies QLC de 1Tb de 144-Layers, os mesmos encontrados no SSD Soldigim P41 Plus que testamos recentemente.

Outra mudança que também foi encontrada por alguns usuários do Reddit, foram que nas unidades de 2TB que acompanhavam dies Kioxia BiCS5, ao invés de utilizarem os dies mais tradicionais de 512Gb, foi utilizado dies Kioxia BiCS5, porém de 1Tb, os mesmos que encontramos na nossa análise do Sabrent Rocket 4 Plus de 8TB.

Recentemente o Tom’s Hardware fez uma análise da unidade de 2TB na qual eles constataram estas variações novamente e a deles foi utilizado dies da Intel/Micron N38A como vemos a seguir.

Diferença dos Controladores

Como veremos à seguir, é possivel notar que há uma boa diferença em performance dentre estes 2 modelos de controladores, tendo em vista que este controlador Phison é um controlador lançado mais recentemente que oferece um desempenho teórico maior.

Devido a este SSD sequer conseguir alcançar velocidades superiores à SSDs PCIe 3.0, esta variação de controladores não afetaria o desempenho do SSD em alguns cenários mais específicos, pois como podemos notar, caso este SSD fosse advertido com velocidades mais próximas de SSDs PCIe 4.0, próxima dos 4.0 ~ 5.0 GB/s, ai este controlador Silicon Motion seria claramente um downgrade, tendo em vista que ele não conseguiria entregar o que o fabricante especifica. Mas como se trata de um SSD de entrada com velocidades sequenciais “baixas” para um padrão 4.0, vemos que isso não afetará no desempenho do SSD.

BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H2) + Windows 11 Pro 64-bit (Build: 21H2)
– Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T) (Frequência fixa em todos os núcleos, 4 GHz)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: Gigabyte X570s Aorus Elite AX (Bios Ver.: F5c)
– Placa de Vídeo: RTX 3050 Gigabyte Gaming OC (Drivers: 526.xx)
– Armazenamento (OS): SSD SK Hynix Platinum P41 2TB (Firmware: 51060A20)
– SSD testado: SSD Kingston NV2 1TB (Firmware: SBI02102)
– Versão drive Chipset AMD X570: 4.03.03.431.
– Windows: Indexação desabilitada para não afetar resultados dos testes.
– Windows: Atualizações do Windows updates desabilitados para não afetar resultados dos testes.
– Windows: A maioria dos aplicativos do Windows desabilitados de rodar em segundo plano.
– Teste Boot Windows: Imagem limpa com apenas drivers e todos os updates.
– Teste de pSLC Cache: O SSD é arrefecido por fans para não gerar thermal throtling, interferindo no resultado.
– Windows: Anti-Vírus desabilitado para diminuir variação de cada Rodada.
– SSDs Testados: Utilizado como disco secundário, com 0% de espaço sendo utilizado e outros testes com 50% de espaço utilizado para representar um cenário realista.
– Quarch PPM QTL1999 – Teste de consumo elétrico: realizo com 3 parâmetros, em idle aonde o disco é deixado como secundário e após um tempo em idle é realizado a gravação por 1 hora e tirado a média.

ONDE COMPRAR

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CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios com as seguintes configurações:

Sequencial: 2x 1 GiB (Blocos 1 MiB) 8 Queues 1 Thread

Aleatórios: 2x 1 GiB (Blocos 4 KiB) 1 Queue 1/2/4/8/16 Threads

Da mesma forma que vimos na nossa análise da unidade de 500GB, este SSD não apresenta velocidades mais “convencionais” de SSDs PCIe 4.0 como os acima de 4.500 MB/s ou os de 7.000 MB/s, entretanto, ele conseguiu se sair levemente acima do NV2 de 500GB, embora a diferença seja muito pequena e não seria sentida no dia a dia.

Com relação à suas latências de leitura e escrita, vemos que elas melhoraram, mesmo que pouco, em relação à unidade de 500GB, o que fez com que este SSD tivesse um desempenho, em cenários realísticos utilizando esta métrica, de SSDs como o NV5000, que testamos ano passado.

Já em uma carga de trabalho com QD4, que simularia alguns workloads de alguns programas, vemos que ele teve uma pequena diferença para a unidade de 500GB, o que foi interessante por ter aumentado a performance, embora tenha sido pouca coisa.

Já agora em QD1, que representa o tipo de acesso mais comum de acontecer no uso diário de um sistema operacional, vemos que a unidade de 1TB teve uma largura de banda pouco maior apenas que o de 500GB, da mesma forma que ocorreu em QD4.

Neste teste, foram feitas 3 configurações de acessos entre diversas configurações de queue depth desde QD1, que representa um uso cotidiano do dia a dia, quanto QD16, que já se torna bem surreal, mais comparável com ambientes virtualizados.

Infelizmente a Kingston não informa as velocidades aleatórias deste SSD, muito provavelmente devido ao fato deles saberem que existem diversas variantes, podendo haver uma discrepância, portanto, optaram por não informar.

Entretanto a unidade de 1TB conseguiu atingir acima de 450.000 IOPs em sua gravação e 224.000 IOPs em sua leitura quase chegando ao limite do suportado pelo seu controlador, e que acabou superando a unidade de 500GB que havia atingido pouco mais de 400.000 e 200.000 IOPs, respectivamente.

ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes. Neste benchmark, foi configurado da seguinte forma:

Blocos: de 512 Bytes até 8 MiB

Tamanho do arquivo: 256MB

Queue Depth: 1 e 4.

O ATTO disk benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no Windows, geralmente vemos algo em torno dos blocos de 128KB à 1 MiB, agora vemos que em comparação com a unidade de 500GB, esta versão de 1TB apresentou um resultado quase que idêntico em sua leitura, se destacando apenas um pouco a frente em sua escrita em blocos de maiores tamanhos.

Já em QD1, tanto em sua leitura quanto na escrita, vemos que o mesmo aconteceu, sendo que a diferença foi ainda menor.

3DMark – Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns jogos e transferências de arquivos de pastas de games.

Já neste novo Benchmark, que tem como foco traces de games e de cenários de produtividade, vemos que o Kingston apresentou um desempenho satisfatório e quase idêntico a unidade de 500GB, que embora não tenha sido ruim, esperava um desempenho no mínimo superior.

PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Dentre estes traces podemos observar testes como:
– Boot Windows 10
– Adobe After Effects: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Illustrator: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Premiere Pro: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Lightroom: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Photoshop: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Battlefield V: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Call of Duty Black Ops 4: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Overwatch: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Usando Adobe After Effects
– Usando Microsoft Excel
– Usado Adobe Illustrator
– Usando Adobe InDesign
– Usando Microsoft PowerPoint
– Usando Adobe Photoshop (Uso intenso)
– Usando Adobe Photoshop (Uso mais leve)
– Copiando 4 arquivos ISOs, 20GB ao total de um disco secundário (Teste de Escrita)
– Realizando a cópia do arquivo ISO (Teste de leitura-escrita)
– Copiando o arquivo ISO para um disco secundário (Leitura)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para o disco sendo testado (Escrita)
– Criando cópias destes arquivos JPEG (Leitura-Escrita)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para outro disco (Leitura)

E vemos que o mesmo que aconteceu no 3DMark se repetiu aqui, ele conseguiu se sair melhor que SSDs PCIe 4.0 de primeira geração com controladores Phison E16 porém não teve mudança da unidade de 500GB e 1TB.

TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado, gerando inconsistências.

Ao utilizarmos o Premiere para carregarmos um projeto de mais de 16GB, vemos novamente que apresentou um resultado satisfatório batendo até mesmo no NV7000, porém, ficou 1 segundo mais lento que a unidade de 500GB.

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do benchmark do Final Fantasy XIV abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Neste benchmark do Final Fantasy XIV, vemos que a diferença de carregamento dentre os SSDs é bem pequena, sendo que do “melhor” resultado para o pior SSD NVMe foi de pouco mais de 1.5 segundos, com a diferença maior em relação a um SSD SATA. Neste caso, o NV2 acaba se saindo de forma semelhante ao NV7000 de 1TB, que testamos anteriormente e é um SSD totalmente diferente desta categoria no quesito de performance, novamente, um bom resultado para o NV2.

Considerando que, neste programa, consta deste o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS, o que neste caso, é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wireless + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros, então, vemos que o Kingston e 1TB no Windows 10 teve um resultado pior que a unidade de 500GB, porém no Windows 11 o resultado foi ao contrário, ele se saiu bem melhor que a unidade de 500GB. Ou seja o Windows sendo “Windows“.

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
Boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache dinâmico, de cerca de 201GB, que foi cerca de 2x maior do que unidade de 500GB, e ela conseguiu manter velocidade média de ~ 2645 MB/s até o fim do buffer, o que foi uma velocidade baixa considerando que essa é uma unidade SSD PCIe 4.0, porém, está de acordo com o especificado pela Kingston.

Após ter gravado 201GB, ele começou a escrever nos blocos programados nativamente como TLC, aonde gravou de 202GB até 705GB, o que representa sua velocidade nativa cuja média foi de 789 MB/s. O que é uma velocidade razoável, já logo após sua nativa TLC, ele entrou no processo de folding/Copyback e caiu ainda mais para uma média de 300 MB/s.

No geral, sua média contando sua nativa em adição à sua velocidade em folding foi cerca de 494 MB/s, o que foi cerca de quase o dobro a unidade de 500GB, isso devido ao fato da unidade de 8GB ter apenas 8 dies de 512Gb enquanto a unidade de 1TB ter 16 dies de 512Gb, basicamente o dobro o que aumenta o interleaving do controlador e devido a isto a performance.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e no decorrer da nossa bateria de testes, que dura de 30 segundos até 2 horas em idle, utilizando o TRIM e gargabe collection vs TRIM/GC não utilizados. Ao testarmos sem usar o TRIM/GC podemos observar que ele conseguiu recuperar cerca de 11GB à 12GB em cerca de 1 minuto em idle, infelizmente, mesmo após 2 horas em idle ele não conseguiu recuperar mais do que isto.

Mas ao testarmos com TRIM/GC ativados, vemos que ele já consegue recuperar seu volume completo em poucos segundos.

TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB. 

Ao utilizarmos a imagem .ISO do Windows 10, vemos que ele acabou tendo um resultado levemente inferior a unidade de 500GB mas isso se da por conta da variação de rodada.

Já ao utilizarmos este mesmo arquivo .ISO extraído para uma pasta contendo mais de 1800 arquivos, vemos que ele se saiu melhor em comparação a unidade de 500GB, porém, foi uma diferença pequena, que talvez seja apenas mais notada conforme o tamanho dos arquivos que estão sendo transferidos fossem bem maior.

Já ao realizarmos este mesmo teste com uma pasta muito maior, de um game, conseguimos observar que ambos novamente tiveram resultados similares, pois ambos possuem um volume de pSLC Cache bem maior que o volume da pasta deste jogo.

TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

E como haviamos mencionado anteriormente, ele sequer sofreu thermal throttling, o que foi um ponto interessante, outra curiosidade foi que ele teve uma temperatura ainda menor do que a unidade de 500GB, pois sequer ultrapassou os 67 ºC.

CONSUMO ELÉTRICO E EFICIÊNCIA

SSDs da mesma forma que diversos outros componentes do nosso sistema tem um determinado consumo elétrico. Os mais eficientes conseguem realizar tarefas que foram requisitadas de forma rápida e com um consumo relativamente baixo, para que assim consiga transitar novamente para seus power states em idle aonde tende a ter um consumo menor.

Agradecimento especial a Quarch Solutions por terem enviado esta unidade para testes

Neste trecho da análisem utilizaremos o Quarch Programmable Power Module que a Quarch Solutions nos enviou (foto acima) para realizar estes testes e verificar o quão eficiente o SSD é. Nesta metodologia serão realizados 3 testes: O consumo máximo que o SSD possui, uma média em cenários práticos e casuais e em idle.

Este conjunto de teste, especialmente o de eficiência e em idle são importantes principalmente para usuários que pretendem utilizar drives em laptops, pois SSDs ficam a esmagadora maioria do tempo em power states de baixo consumo (Idle), portanto, isso ajuda e muito a economizar bateria.

Bom, como haviamos observado na unidade de 500GB, ela teve uma eficiência bem baixa devido a pasta ter um volume muito maior em comparação ao volume de pSLC Cache daquele SSD, o que fez com que sua velocidade média ficasse bem baixa enquanto seu consumo permaneceu próximo do volume de pSLC Cache, diminuindo muito assim sua eficiência.

Mas nesta unidade e 1TB, vemos que isso não aconteceu, pois embor a pasta seja ainda maior que o volume de pSLC Cache deste SSD, podemos notar que a esmagadora maior parte do teste o SSD manteve suas velocidades dentro da região de pSLC Cache, o que fez que sua velocidade média geral fosse bem mais elevada do que a unidade de 500GB.

E graças a isso, a sua eficiência mais que dobrou de 169 MBps/W (500GB) para cerca de 414 MBps/W (1TB) neste novo teste, embora o consumo médio de ambos os SSDs terem sidos bem parecidos como veremos logo mais.

Com relação a seu consumo máximo, podemos observar que ele teve uma diferença quase imperceptível para a unidade de 500GB, sendo menos de 470 mW o que para o dobro de capacidade está ótimo.

Já agora em sua média durante a transferência da pasta de +200GB, vemos que a diferença entre os 2 NV2s foi ainda menor, aproximadamente 180mW.

Por último e mais importante, teste em Idle, que é o cenário em que a esmagadora maioria dos SSDs se encontram no uso do dia a dia ou cotidiano, levando em conta que boa parte das requisições e operações feita pelos sistemas operacionais sequer exercem uma carga excessiva no SSD, com isso, vemos que ele por possuir seus power states de idle bem elevados, fez com que seu consumo em idle fosse maior que a maioria dos SSDs Gen 4 do comparativo, mas novamente, isso pode ser devido ao fato do fabricante optar em tornar o SSD mais responsivo para “burst operations”, que são aquela que ocorrem de forma repentina.

Conclusão

Levando tudo isso em conta, realmente será que vale a pena investir neste SSD?

Com certeza, pois este SSD tem como foco ser um SSD de baixo custo com performance satisfatória e ele entrega o que promete. No caso da nossa análise da unidade de 500GB, ele foi um bom custo benefício, o que melhorou agora com a unidade de 1TB, pois sua performance geral foi um pouco melhor, em alguns cenários tem uma diferença mais notável e em outros ela é imperceptível, onde uma das principais foi sua eficiência, que aumentou bastante.

VANTAGENS

  • Velocidades Aleatória ótimas para um SSD de baixo custo
  • Latência decente
  • Desempenho em cenários práticos e casuais ótima, excelente para laptops
  • Não sofre thermal throttling
  • Construção interna decente
  • Volume de pSLC Cache de ótimo tamanho
  • Volume de pSLC Cache se recupera de forma OK, demora um pouco apenas para recuperar seu volume dinâmico
  • Velocidade de escrita sustentada razoável
  • Bundle de Software com algumas funcionalidades
  • Bom nível de durabilidade
  • SSD com consumo elétrico razoavelmente baixo para SSDs Gen4
  • Preço super competitivo e atraente
  • Garantia de Nacional de 3 Anos (poderia ser 5)

DESVANTAGENS

  • Velocidades sequencias baixas para um SSD Gen 4
  • Sofre variação de componentes internos
  • Não possui suporte à criptografia
  • Consumo elétrico em idle elevado e eficiência não é tão alta
We will be happy to hear your thoughts

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